HB Editora de Livros

Christina Elisa F. Baumgarten

Minha empresa surgiu de um sonho, que acreditei poder transformar em realidade. Sempre acreditei que os livros são o maior tesouro de uma sociedade e que as empresas podem aproveitar este excelente veículo para contar sua história, destacando sua imagem, então transformei isto num produto, criei o Projeto Resgate da Memória, para o qual desenvolvi uma metodologia única e em função deste produto surgiu a Hermann Baumgarten Editora. Procurei as empresas, entidades e instituições que comemoravam datas especiais e propus a edição de livros contando a sua história. O sucesso obtido com uma idéia diferente foi o maior agente de propaganda do meu negócio e a expansão surgiu de forma natural. Hoje já possuímos 26 obras publicadas dentro desta vertente editorial e criamos uma equação de valor para os clientes: destacar a sua imagem na comunidade através de um produto que reúne valor cultural e destaque da imagem da instituição.

O próximo passo foi o desenvolvimento de produtos culturais mais abrangentes, envolvendo universos maiores e oportunizando as empresas participarem de projetos culturais que beneficiem toda a comunidade. Mas aí surgiu outro obstáculo: as verbas sempre restritas das empresas. Aí fui novamente à luta, buscando identificar uma forma de contornar este problema. Estudei e me especializei em Leis Culturais, buscando subsidiar as obras.
Consegui viabilizar os projetos no âmbito das leis culturais só para descobrir que este era um outro universo árido e difícil: as empresas, para poderem se beneficiar da Lei Rouanet, precisavam pagar Imposto de Renda por lucro Real, isto significa penetrar num universo de grandes empresas, nas quais é difícil entrar e ainda mais difícil chegar a quem decide. Pesquisando e procurando, descobri que os contabilistas são figuras chave neste processo, pois são eles que lidam com os pagamentos dos Impostos, assim sendo criei um processo inédito em todo o país, que denominei BOLSA CULTURAL CATARINENSE.

A Bolsa Cultura Catarinense é um fundo de depósitos oriundos da renúncia fiscal do Imposto de Renda devido por Lucro Real pelas empresas. Toda empresa que paga IR por lucro Real pode investir 4% deste montante em Projetos Culturais devidamente aprovados pelo Ministério da Cultura, sem que isto acarrete nenhum tipo de ônus para a mesma. As empresas que possuem valores pequenos resultantes desta sistemática, tradicionalmente não são procuradas por produtores culturais para participar em projetos, que normalmente envolvem verbas maiores.

A Bolsa Cultural Catarinense engloba inúmeros projetos e disponibiliza esta possibilidade às empresas de menor porte, através de uma dinâmica estabelecida entre empresas de contabilidade, seus clientes e a HB Editora como gestora de projetos culturais aprovados no âmbito da Lei Rouanet. Além de criar esta sistemática inédita, criei também um Instituto, denominado Instituto Memória do Cotidiano, que apóia e ajuda a gerir estes projetos, certifica as empresas candidatas ao patrocínio através desta sistemática e atua pró-ativamente no processo como um todo. Enfim, criei um jogo de ganha-ganha com vantagens para todos os envolvidos.

Para dinamizar esta parceria, fechei convênio com todas as entidades que congregam contabilistas no âmbito estadual (SESCON´s, CRCSC e FECONTESC) além da AMPE Blumenau e publiquei uma cartilha, contendo explicações abrangentes a respeito deste processo, que está sendo distribuída para contadores de todo o estado, através dos eventos da categoria, aos quais a equipe da HB comparece, para exposição e esclarecimento de dúvidas.

A equipe da HB Editora nasceu e se desenvolveu sob o signo da parceria. Além dos funcionários fixos, registrados, que cuidam da parte administrativa, mantemos uma rede de prestadores de serviços autônomos, mas que participam periódicamente de reuniões, conhecem a filosofia da empresa, seu Planejamento estratégico, são comunicados sobre suas conquistas e progressos através de uma newsletter e de e-conferências. Esta mesma sistemática é utilizada para integração e valorização constante dos funcionários. Hoje já possuímos uma unidade estratégica de negócios em Florianópolis, capital do estado, e temos planos de instalar unidades nas duas capitais dos estados do Sul (RS e PR). Criamos um leque de opções em projetos culturais abrangendo diferentes públicos, a fim de atender a todas as expectativas dos nossos clientes e desenvolvemos a percepção de que o nosso negócio, em essência, é a imagem dos clientes e as diferentes formas que criamos para destaca-la na comunidade. Estamos constantemente desenvolvendo novas técnicas, estratégias e projetos que possam atender a todos os públicos. Nosso naipe atual de projetos abrange mais de 30 diferentes propostas culturais.

A demonstração mais cabal de que a nossa estratégia está alcançando sucesso veio com o convite da FIESC – Federação das Indústrias de Santa Catarina para que desenvolvêssemos, em parceria com esta respeitada entidade, uma coleção de dezoito livros narrando toda a trajetória da industrialização catarinense, processo que se encontra em fase de captação.

Outra atitude da empresa foi criar um Museu, denominado “Memória do Cotidiano”, visando beneficiar a comunidade em que está inserida, oportunizando às pessoas conhecer o resgate da memória através de uma experiência concreta de contato com objetos que fazem parte do Resgate da memória, nosso maior produto. O museu é dinâmico, aberto e integrativo, recebe visitas e doações de todas as pessoas da comunidade e temos planos de instalar uma vivência multimídia nele, que leve as pessoas a repensarem seu passado de forma dinâmica. Também pretendemos criar uma exposição itinerante para visitar comunidades isoladas do Estado de SC, lavendo desta forma a cultura da preservação memorial a diferentes substratos sociais.

Em nosso Planejamento Estratégico, estamos pensando a empresa para a próxima década, com metas mensuráveis a serem atingidas anualmente e ações que a levem até lá, incluindo desenvolvimento de novos produtos que possam atender a todos os públicos, aquisição de uma sede própria, mudança da matriz da empresa para a Capital (Florianópolis) e inserção cada vez maior na comunidade e na cultura catarinenses. Acordos de cooperação internacional com paises de língua portuguesa são outra de nossas metas, bem como um significativo incremento de faturamento.