Christina Baumgarten

Christina sempre sonhou em ser escritora. Desde menina rabiscava frases soltas em papéis, escrevia poesias e as publicava nos jornaizinhos da escola. Mas, naquele tempo, escritor nem era considerado profissão! Casou muito jovem e logo teve três filhas! O caminho foi, depois de casada e assim que as crianças cresceram um pouquinho, dar aulas, profissão de mulher "séria", salário certo para ajudar nas despesas da casa e...um monte de frustração de não fazer o que eu gostava!

Acumulou anos desta frustração até o dia em que resolveu, já com 36 anos, dar seu grito de guerra e independência. “De hoje em diante vou fazer o que eu gosto!â€
Mas como ganhar dinheiro escrevendo? Montou um pequeno escritório de assessoria de comunicação e, ao mesmo tempo em que fazia vários cursos pertinentes à área, foi amealhando alguns clientes na base do relacionamento e do esforço próprio, e publicando artigos em jornais.
Seu grande impulso veio quando publicou um romance sobre a história da família, desde a vinda de seu tetravô da Alemanha, assim se abriu a porta que jamais se fecharia: o resgate das memórias!

O segundo trabalho nesta linha firmou seu talento: escrever a trajetória da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, que completava 50 anos. Foi buscar conhecimento e aprendizado através de cursos, palestras, oficinas e simpósios, mas a cada trabalho, desenvolvia uma técnica única, absolutamente autoral, que foi se tornando conhecida e admirada. Hoje seu projeto se nacionalizou e espontaneamente é procurada por empresas e entidades de todo o país para o desenvolvimento de projetos. Em 2006 ganhou a concorrência para elaborar o livro comemorativo aos 25 anos da Volkswagen Caminhões e ônibus, concorrendo com gigantes como a Editora da Fundação Getúlio Vargas.

Utiliza como parâmetro principal para o seu trabalho os princípios do sábio filósofo francês Voltaire (1694-1778) que, em sua obra máxima “A filosofia da históriaâ€, condena os historiadores puramente acadêmicos, que se deixam cegar pelo pó das bibliotecas e não buscam o conhecimento que está em cada personalidade humana. Nas mais de 500 entrevistas que já realizou ao longo dos últimos anos, adquiriu seu maior aprendizado, abandonando o conceito cristalizado de que há “sábios†e “ignorantesâ€. "Somos todos conhecedores da maravilhosa diversidade de nuances da raça humana!"